A rede

PEDAGOGIAS DO BEM-CONVIVER

Há muitas buscas importantes no mundo para que nós, seres fraturados desde as origens e fragmentados na modernidade, possamos harmonizar criativa e sustentavelmente a humanidade e universos.

Os Quechua e Aimara chamam de Sumak Kawsay, os cristãos de Reino de Deus, os Guarani de Yvy Marañey…

O planeta e a humanidade aguardam ansiosamente filosofias e sabedoria de mais ternura criativa e de menos arrogância destrutiva.

Vamos pensando e fazendo mais do que o apenas possível.

 

HÁ UM SABOR DE POESIA E ENCANTAMENTO NO BEM CONVIVER.

E venham os pedagogos e pedagogas da ternura, e se acheguem arte-educadores e arte-educadoras. Somos nós. Somos muitos. Seremos sempre mais.

‘Una mano, mas una mano, no son dos manos, son manos unidas. Une tu mano a nuestras manos para que el mundo no esté en pocas manos, sino en todas las manos’ (Gonzalo Arango).

Para tecer as redes do cuidado, vamos buscar os fios do encantamento, do diálogo, do bem conviver, da fraternura, da cidadania, da cultura de paz, da solidariedade, dos sonhos brasis, da arte, da música, da dança, das histórias, dos jogos, da cooperação.

Na circularidade das rodas todas, teimosia da humanidade comunitária, buscamos inspiração para uma pedagogia transformadora. E vivam as rodas de ciranda, os círculos de cultura, as danças sagradas que fazem circular o sangue vital da humanidade com a alma repleta de chão e corpo invadido de infinito.

 

UM COLETIVO EM BUSCA DAS PEDAGOGIAS LIBERTADORAS

Somos uma comunidade de vida. Um grupo de aprendentes. Um coletivo da educação. Uma rede de educadoras e educadores populares.

Com saberes plurais, com sabores e temperos diversos vamos contribuindo para que avancem as pedagogias da indignação, da ternura, do direito, do cuidado, da solidariedade, para que o mundo não fique como está, nesta feiúra com ares de espetáculo.

Nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será (Gonzaguinha)

 

UMA HISTÓRIA FAZENDO ESCOLA

Somos aprendentes. Estamos na ESCOLA DO CUIDADO.

Uma escola que está em todo canto em que o encanto não desapareceu.

Entre nós há quem tenha feito bodas de prata de formação pedagógica.

Já fizemos arte transitando em campo aberto e em apequenados espaços da cidadania negada.

E faremos mais. Não descansaremos diante das anestesias que adormecem a sociedade.

Queremos cantar canções que acordem os adultos e embalem as crianças.

Aprendemos na Escola das redes em tessitura, das rodas brincantes, dos jogos circulares, das cantigas populares, das cirandas e danças sagradas dos povos, das histórias que se contam e encantam, das vivências transformadoras, da vida em itinerância.

E os jardins da vida não vão ser devastados pela frieza dos poderes que se bastam.